Fonoaudióloga

Dra. Monise Valim de Freitas  -  CRFa 6513

Graduada pela PUC/SP com Especialização em Motricidade Orofacial pelo CEFAC/SP

 

A Dra. Monise é mamãe das gêmeas Manuela e Cecília. 

 

Com 23 anos de experiência profissional em clínicas e hospitais, a Dra. Monise Valim concluiu a graduação em Fonoaudiologia pela PUC/SP, no ano de 1992. Anos depois, concluiu uma pós-graduação lato-sensu na área de Motricidade Orofacial com enfoques ortodôntico, hospitalar e estético, pelo Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica CEFAC – Saúde e Educação. Em constante aprimoramento, atualizou-se também nas áreas de Voz e Linguagem Oral e Escrita, focando em um atendimento mais especializado aos seus pacientes.

 

Conheça mais sobre seu trabalho:  https://www.terapeutadafala.com.br 

" Ser fonoaudiólogo é ouvir uma lagrima, articular uma emoção, vocalizar um desejo, ler a alma e escrever um sorriso. Enfim, ajudar a expressar o que o homem tem de humano "  (Mara Behlau).

Então... Que delícia receber esse convite especialíssimo!

Escrever um artigo sobre minha profissão e sua contribuição ao desenvolvimento da linguagem nos gemelares...

E porque especialíssimo??!! Porque esse vem a ser meu universo profissional, mas também e MUITO intensamente, meu universo pessoal!!! Ser fonoaudióloga, e mãe de gêmeas me coloca em situação privilegiada para tal feito!!!!  Rs...

E vamos ao artigo!!!

UM POUCO SOBRE A PROFISSÃO - A fonoaudiologia, para quem desconhece, é a ciência cujo objeto de estudos é a função neurológica mais complexa que o sistema nervoso pode processar: a comunicação humana em todos os seus aspectos. Inclusive as funcões neurovegetativas de mastigação, deglutição e respiração.

Prevenção, habilitação e reabilitação são atribuições do fonoaudiólogo, quando nos referimos às questões acima citadas.

UM POUCO SOBRE MINHA RELAÇÃO COM O UNIVERSO GEMELAR - Muito particularmente, esse universo me acompanha há muitos anos no âmbito profissional. Fui terapeuta de linguagem de vários gêmeos e trigêmeos ao longo desses 23 anos de clínica. E muito aprendi com cada um deles e suas famílias queridas!!!

Como tudo no universo x 2, x 3, x 4..., as paticularidades no desenvolvimento da fala dos  gemelares, são inúmeras e intrigantes. Por vezes sem fim ficamos perdidas como mães, sem saber se o que acontece com nossos pequenos é normal (fisiológico) ou anormal (patológico), e com a fala não poderia ser diferente, não é mesmo? O que segue nesse texto,  tem como base estudos e observações de alguém que precisou entender esse universo como profissional... Mas segue também, a visão da mãe da Cecilia e da Manuela... da amiga virtual de muitas mães de múltiplos e da amiga não virtual de outras tantas mães de múltiplos...

Tanto através da literatura quanto da observação pessoal e profissional cheguei às mesmas conclusões, e gostaria de compartilhar com vocês, a fim de orientar e acalmar algumas mamães que possam estar angustiadas com tais questões:

  • A linguagem nos gemelares, muitas vezes se constrói mais lentamente. Isso ocorre devido à fatores clínicos como a prematuridade, o baixo peso ao nascerem e inúmeras intercorrências clínicas que podem ocorrer ao longo dos primeiros meses de vida . Bem como, devido à fatores chamados psico-sociais como a falta de tempo da família para estimular adequadamente esses pequenos, pois como bem o sabemos cuidar de dois ou mais bebês simultaneamente NÃO POSSIBILITA MUITO TEMPO LIVRE!!!! Rsrsrs...
  • SIM!!! Quase em sua totalidade temos um gemelar que domina a linguagem oral primeiro que o outro, e funciona assim como porta-voz do irmão fazendo com que este aparentemente tenha um atraso na fala.
  • A relação intra-gemelar que tanto nos encanta... Esse amor único que os une, o companheirismo, o protecionismo!!! Enfim, tudo aquilo que nos deixa apaixonadas pelos nossos gemelares, é também uma prova do quanto eles se bastam! E do quanto a linguagem pode ser desnecessária para ambos... Daí, muitas vezes os gêmeos por volta de 1 ano de idade, estabelecerem a chamada linguagem secreta. Que fatalmente atrasará o desenvolvimento da linguagem como fator de troca com as outras pessoas!!!!

 Esses fatores nos mostram que, embora devamos estar atentas ao desenvolvimento da linguagem dos nossos pequenos, precisamos considerar tais particularidades!!! E estimular, entendendo nossas limitações.

Conversem sempre com o (a) pediatra que os acompanha, e na dúvida contate um fonoaudiólogo! Cabe aos profissionais da saúde, oferecerem acesso às informações e orientações sobre como proceder em cada caso!!!

Um grande beijo no coração de cada multi mamãe! Que o Pai nos abençoe sempre em cada linda história construída...

Monise

ORIENTAÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA!

Muito particularmente, esse universo me acompanha há muitos anos no âmbito profissional. Fui terapeuta de linguagem de vários gêmeos e trigêmeos ao longo desses 23 anos de clínica. E muito aprendi com cada um deles e suas famílias queridas! Como tudo no universo x 2, x 3, x 4..., as paticularidades no desenvolvimento da fala dos gemelares, são inúmeras e intrigantes. Por vezes sem fim ficamos perdidas como mães, sem saber se o que acontece com nossos pequenos é normal (fisiológico) ou anormal (patológico), e com a fala não poderia ser diferente, não é mesmo?
O que segue nesse texto, tem como base estudos e observações de alguém que precisou entender esse universo como profissional... Mas segue também, a visão da mãe da Cecilia e da Manuela... da amiga virtual de muitas mães de múltiplos e da amiga não virtual de outras tantas mães de múltiplos...
Tanto através da literatura quanto da observação pessoal e profissional cheguei às mesmas conclusões, e gostaria de compartilhar com vocês, a fim de orientar e acalmar algumas mamães que possam estar angustiadas com tais questões:
A linguagem nos gemelares, muitas vezes se constrói mais lentamente. Isso ocorre devido à fatores clínicos como a prematuridade, o baixo peso ao nascerem e inúmeras intercorrências clínicas que podem ocorrer ao longo dos primeiros meses de vida . Bem como, devido à fatores chamados psico-sociais como a falta de tempo da família para estimular adequadamente esses pequenos, pois como bem o sabemos cuidar de dois ou mais bebês simultaneamente NÃO POSSIBILITA MUITO TEMPO LIVRE! SIM! Quase em sua totalidade temos um gemelar que domina a linguagem oral primeiro que o outro, e funciona assim como porta-voz do irmão fazendo com que este aparentemente tenha um atraso na fala.
A relação intra-gemelar que tanto nos encanta... Esse amor único que os une, o companheirismo, o protecionismo!!! Enfim, tudo aquilo que nos deixa apaixonadas pelos nossos gemelares, é também uma prova do quanto eles se bastam! E do quanto a linguagem pode ser desnecessária para ambos... Daí, muitas vezes os gêmeos por volta de 1 ano de idade, estabelecerem a chamada linguagem secreta. Que fatalmente atrasará o desenvolvimento da linguagem como fator de troca com as outras pessoas!
Esses fatores nos mostram que, embora devamos estar atentas ao desenvolvimento da linguagem dos nossos pequenos, precisamos considerar tais particularidades! E estimular, entendendo nossas limitações.
Conversem sempre com o (a) pediatra que os acompanha, e na dúvida contate um fonoaudiólogo! Cabe aos profissionais da saúde, oferecerem acesso às informações e orientações sobre como proceder em cada caso!
 
Fonte: https://www.terapeutadafala.com.br/#!blank/cl1o
 
**Por Fga. Monise Valim - Clinica Terapeuta da Fala​
 

Este texto irá falar sober a criança que chupa o dedo. Leia isto e fique tranquila (o).

Link do texto www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=844497628971290&id=346428148778243 

Um texto origem do site FonoLógica
Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

Desenvolvimento tardio da Fala e da Linguagem

Seu filho já tem dois anos e ainda não fala? Diz umas poucas palavras, mas você acredita que ele esteja atrasado em relação às outras crianças da mesma idade? O que fazer? Procurar orientação especializada ou simplesmente aguardar? Saber o que é normal e o que não é normal no desenvolvimento da fala e da linguagem pode ajudá-lo a entender se há motivo para preocupação ou se seu filho apresenta um desenvolvimento adequado. Neste sentido, é importante conversar sobre o desenvolvimento da fala e da linguagem com um profissional especializado.

Alguns indicadores do desenvolvimento da Fala e da Linguagem:

Até 1 ano: Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais. Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação. Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.

Com 1 ano: A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.

Entre 1 e 2 anos: Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras. Compreende a palavra “não”; Combina duas palavras; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Segue comandos simples.

Entre 2 e 3 anos: Usa sentenças curtas, de 3 a 4 vocábulos; nomeia figuras e objetos comuns; Identifica partes do corpo; Apresenta um vocabulário de 450 palavras; Combina nomes e verbos; Conversa com outras crianças assim como com adultos; Aprecia ouvir a mesma história várias vezes.

Entre 3 e 4 anos: Nessa fase a criança possui um vocabulário de aproximadamente 1.000 palavras; já compreende ordens mais longas, conversas, histórias e músicas; sua fala é mais fácil de ser compreendida por pessoas de fora de sua convivência; se comunica por sentenças simples de 4 a 5 palavras; relata experiências pessoais, ainda sem muitos detalhes.

Entre 4 e 5 anos: Seu vocabulário aumenta para 1.500 palavras; compreende questões mais complexas; consegue usar o tempo verbal no passado; é capaz de definir algumas palavras; sabe listar ítens que pertençam a mesma categoria, tais como animais, carros etc; explica como realizar algumas atividades, tais como pintar.

Entre 5 e 6 anos: A criança nessa idade apresenta as habilidades de linguagem bem desenvolvidas; aprende palavras mais especializadas de seu centro de interesse; expande sua habilidade em compreender fenômenos explicados verbalmente; pronuncia todos os sons da língua com clareza; elabora sentenças mais complexas e gramaticalmente corretas; apresenta um bom vocabulário que está em contínuo crescimento; é capaz de iniciar conversação e sabe esperar sua vez de falar quando em grupo.

Distinção entre Fala e Linguagem

  • A fala é a expressão verbal da linguagem e envolve a articulação dos sons para a produção de palavras.
  • A linguagem é muito mais ampla e se refere a todo o sistema de expressão e recepção da informação. Consiste em compreender e ser compreendido por meio da comunicação verbal, não verbal e escrita.

Apesar dos problemas de fala e de linguagem serem diferentes, com freqüência eles se superpõem. 

Uma criança com dificuldades de linguagem pode pronunciar as palavras corretamente, mas não ser capaz de unir mais de duas palavras. Por outro lado, talvez seja difícil compreender a fala de uma outra criança, apesar dela utilizar palavras e frases para expressar suas ideias. É possível ainda encontrar uma terceira criança que fale corretamente, mas tenha dificuldades para seguir instruções.

Desvios na Fala e na Linguagem – alguns sinais

O bebê que não responde aos sons e que não vocaliza é motivo de inquietação. Entre os 12 e os 24 meses de idade, requer atenção a criança que tem os seguintes comportamentos:

  • não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos aos 12 meses;
  • prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses;
  • apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses.

Solicite uma avaliação ao fonoaudiólogo se seu filho tem 2 anos apresenta as seguintes características:

  • só pode imitar a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea;
  • só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva e não pode utilizar a linguagem oral para se comunicar além de suas necessidades imediatas;
  • não consegue seguir instruções; tem um tom de voz fora do comum (muito agudizada, nasalizada ou agravada);
  • dificuldade em compreender o que a criança diz maior que a esperada para a sua idade.

Causas dos atrasos na Fala e na Linguagem

Os atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem podem ser atribuídos a muitas causas:

Orgânicas e/ou corticais: alterações nos órgãos fonadores, da audição e no processamento da linguagem no córtex cerebral;

Cognitivas: dificuldades intelectuais que podem dificultar a comunicação oral;

Psicológicas: problemas emocionais não favorecem o desenvolvimento da linguagem;

Sócio-culturais: ambiente pouco estimulante e sem bons exemplos de fala.

Avaliação Fonoaudiológica

Ao realizar uma avaliação, o fonoaudiólogo observará as habilidades de fala e de linguagem de seu filho dentro de um contexto do desenvolvimento global. O fonoaudiólogo utilizará provas e escalas, assim como os seus conhecimentos sobre as alterações no desenvolvimento da fala e da linguagem apresentados pela criança, tais como:

  • o que seu filho compreende (denominado “linguagem receptiva”);
  • o que seu filho consegue expressar (denominado “linguagem expressiva”);
  • se seu filho tenta se comunicar de outras maneiras, como apontar, mover a cabeça, realizar gestos, etc;
  • a motricidade orofacial de seu filho (de que maneira os órgãos orofaciais funcionam para falar, respirar, mastigar e engolir).

Se o fonoaudiólogo determinar que seu filho necessita de terapia, sua participação será muito importante. Você pode ser convidado a observar as sessões de terapia e a aprender de que maneira pode trabalhar com seu filho em casa para melhorar suas habilidades de fala e linguagem. É possível ainda que o resultado da avaliação fonoaudiológica da fala e da linguagem simplesmente indique que suas expectativas são demasiado elevadas. Uma orientação sobre as etapas do desenvolvimento da fala e da linguagem podem ajudá-lo a ver seu filho de forma mais realista.

O que os pais podem fazer

O desenvolvimento da fala se deve tanto às características naturais como à estimulação recebida. A conformação genética de uma criança determinará, em parte, sua inteligência e seu desenvolvimento da fala e da linguagem. No entanto, uma grande parte depende do ambiente onde vive a criança. Ela recebe a estimulação adequada em sua casa ou na creche? Existem oportunidades de participação ou de intercambio de comunicação? Quando você compreende melhor as dificuldades de seu filho, pode aprender muitas maneiras de estimulá-lo. Algumas sugestões para por em prática:

  • Passe muito tempo se comunicando com seu filho.
  • Leia para ele.
  • Aproveite as situações do dia a dia.

Lembre-se: Quando existem problemas de fala, de linguagem, de audição ou de desenvolvimento, a melhor maneira de ajudar seu filho é reconhecer e tratar estas dificuldades precocemente. Com a terapia adequada, no momento indicado, seu filho poderá se comunicar melhor com você e com as outras pessoas com as quais convive.

Fonte deste texto: https://www.fonologica.com.br/blog/desenvolvimento-tardio-da-fala-e-da-linguagem/#sthash.H1AIu0B6.dpuf 

Tópico: Fonoaudióloga

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