Liana Kupferman é Psicóloga Clínica especializada tem experiência há mais de 10 anos em atendimento psicoterápico, atendendo crianças, adolescentes, adultos, puérperas e famílias. Estuda o tema "gemelaridade" desde 2004, especialização que foi formalizada pelo estudo "O Relacionamento entre Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital", PUC-SP e aplica palestras e workshops sobre o assunto.  Possui experiência em Maternidade, com atuação na UTI Neonatal e profilaxia da Depressão Pós-Parto.  

Por Liana Isler Kupferman
Ago.2014
Olá Mães do Grupo de Gêmeos e Múltiplos! Estou muito feliz em fazer poder contribuir com o grupo. Obrigada Tatiana pelo convite!

Sou Psicóloga;Individual, Infantil, Adulto e Familiar. Estudo gemelaridade há mais de 10 anos, desde que a querida Majoy Antabi (Múltiplos) me convidou para escrever para o portal “www.multiplos.com.br”. Esse tema tem cada vez mais me instigado e me encantado, o que resultou também um estudo de Pós-Graduação na PUC: “O Relacionamento dos Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital”, o qual estou transformando em um livro. Tenho 3 filhos, não são gêmeos. Tenho que confessar o grande aprendizado que recebo com as Mães de Gêmeos. Admiro em vocês, absolutamente tudo:

- Na capacidade intrínseca de amar simultaneamente;
- De se deixar levar pelas emoções que a maternidade presenteia;
- De seus esforços de aprender e conhecer cada detalhe de seu filho, para assim, ajudá-lo a se diferenciar;
- Pela capacidade de permitir-se errar, mas uma vontade imensa de acertar;
- Querer sempre dar o seu melhor, mesmo que em muitas circunstâncias a fez deparar-se com o seu pior;
- Em ter consciência que não tem nenhum romance em muitos momentos da sua rotina, exceto na hora de observá-los dormir;
- Pela habilidade em saber se dividir, entre marido, trabalho, casa e entre os próprios filhos;
- Por ser incrivelmente Humana e Heróica;
- Por não ter hora para dormir nem acordar;
- Por todos os dias lembrar que não existe mais “seu” tempo, ele agora é compartilhado, disputado e suado;
- Em ser verdadeira em toda sua polaridade que o papel materno a impõe;
- Por perceber o quanto o tempo é relativo;
- Ter espaço físico e emocional em si para o plural;
- Em ter que viver com o eterno sentimento de culpa por não conseguir ser tão justa e matematicamente correta em seus beijos, abraços e “colheradas”;
- Em viver intensamente TODAS as situações;
- Pela capacidade de se doar infinitivamente, sem limites e dosagem. Pode ter existido um começo, mas inexiste um final, Existe um caminho, que será a recompensa em dobro em todos os dias ao olhar para eles e agradecer por existirem e por vocês darem “conta” dentro de sua capacidade e limitação.

Por fim, entre a singularidade do amor incondicional e a pluralidade das surpresas da vida, a vocês, todas as mães precisam sim, admirar, aprender e respeitar.

Parabéns Mães!

Liana Kupferman
www.lianakupferman.com.br
https://www.facebook.com/psicologiagemeos

ago.2015

Ser mãe/pai de gêmeos não é uma tarefa fácil. É ter que lidar com o tempo todo com as demandas que implica uma rotina de criança, como comida, banho, colo, fraldas. Por serem duas ou mais, além de se preocupar com a segurança delas, na logística, tem os conflitos que surgem, seja por um brinquedo ou por uma súplica de um colo assim que pega o outro filho em seus braços.  
Assim como para os gêmeos o compartilhar é um pressuposto básico imposto pela natureza, pois dividem o útero da mãe desde sua concepção, as disputas são...digamos, inevitáveis. São tão constantes que alguns momentos podem ser desesperador para quem assiste, pois todas as soluções acabam sendo ineficazes.  Eles podem brigar por tudo ou por nada. “Isso é meu”, “Sou melhor que você”. Alguns pais pensam que se os filhos brigam, não terão um bom relacionamento. A quantidade de brigas não é um parâmetro pelo qual se possa avaliar se eles têm um bom relacionamento ou não.  As disputas, apesar de serem desagradáveis presenciá-las, são importantes para a constituição da personalidade. A criança precisa se impor, se defender, saber lidar com suas limitações. Isso faz com que ela conheça melhor a si a ao outro. Esses conflitos, se bem administrados, podem ser ótimas oportunidades de seus filhos aprenderem a negociarem, a cederem e a repararem seus comportamentos.   Pesquisas apontam que irmãos que brigam muito quando pequeno, se relacionam melhor quando crescem comparados aos irmãos que não brigaram tanto na infância. Logicamente, como pais, não devemos incentivar para que isso aconteça, mas sim, saber que faz parte de um processo de amadurecimento e ajudá-los a enfrentar da forma mais saudável possível.  

Elaborei algumas dicas que, longe de serem receitas, são sugestões que vocês podem tentar, e claro, adaptar para cada família:  

1 - Comprar o mesmo presente para os dois não vai ajudá-los, exceto  a pedido deles. Mesmo o brinquedo sendo idêntico, sempre vão querer o do irmão, ainda que isso não faça sentido algum para você.   

2 - Ensine eles se revezarem: "Agora você brinca com o caminhão e seu irmão com carrinho, depois vocês trocam."  

3 - Se isso não funcionar, dê opções: "Agora seu irmão está com o carrinho, você quer brincar com o trator ou com o bombeiro?"  

4 - Ajude seu filho a se dar conta da real necessidade: "Você tem certeza que quer comer mais, ou só porque seu irmão repetiu o prato?" ou "Puxa, agora você quer brincar justo com o carrinho do seu irmão? Parecia que você estava se divertindo tanto desenhando. Será que é só porque ele resolveu pegar o carrinho agora? Vocês não precisam fazer tudo igual"   

5 - Todos essas intervenções servem como referência para eles. Em alguns momentos também é bom deixá-los a resolverem sozinhos, e acreditem, podem nos surpreender com soluções criativas.  

6 - Mas caso acabem com brigas físicas, separem-nos: "Vocês podem falar com a boca e não com as mãos".   

7 - Evitem perguntar: "Quem começou?" Só vai gerar mais intrigas. Ao invés disso, tente entender o que aconteceu, mas sem "bancar o juiz". Converse com eles, reforce sobre o que você acredita que é importante em um relacionamento (pelo menos dois itens) e faça eles pensarem como resolver esse conflito. Por exemplo:  "Na nossa família nós ouvimos o outro e pedimos desculpas quando é preciso. Então quer dizer que você não gostou que seu irmão pegou o seu lápis novo?  

8 - Incentive a pedirem desculpas olhando no olho do irmão, e explicando o porquê das desculpas. O importante é o pedido vir acompanhado por um movimento de reparação, precisando às vezes, por exemplo, consertar um brinquedinho que quebrou  ou fazer uma compressa de gelo no irmão que foi agredido.  

9 - Muitas vezes tomamos partido, pois vimos claramente quem está sendo mais prejudicado. Mas cuidado, nem sempre é o que parece, e às vezes tendemos a proteger o mais frágil. Nos casos de gêmeos, costuma-se proteger quem tem o peso menor, teve mais complicações de saúde logo após o nascimento, ou mais sensível emocionalmente.  

10 - Conversar sempre e demais também cansa! Diante de alguns conflitos repetitivos, tente falar sobre outro assunto, para que o “ciclo vicioso” de brigas se quebre e transforme em algo mais saudável.   

Lembrem-se que crianças cansadas brigam mais. Perceba se seus filhos estão dormindo bem à noite e se não é hora da soneca! Um dente que está nascendo, uma gripe ou após uma vacina pode alterar o humor da criança, e vai descontá-lo em quem tiver mais próximo - no irmão. Assim como qualquer relacionamento fraterno, a ambivalência está fortemente presente, como "amor e ódio”, porém, o relacionamento entre os gêmeos é muito mais marcado por cumplicidade, carinho e lealdade do que conflitos. A diferença entre as brigas entre gêmeos e filhos singulares, é que na mesma intensidade que brigam, é a velocidade com que se reconciliam. Enquanto os pais ainda estão se recompondo, os filhos já estão se abraçando e brincando novamente. Então caso eles briguem e você simplesmente não saiba o que fazer, fique tranquilo que eles conseguirão achar um jeito de se reconciliarem sem tanta necessidade de sua interferência. E quanto a nós, continuamos a aprender muito com eles!  

Liana Kupferman é Psicóloga Clínica Especializada no tema Gemelaridade há mais de 10 anos. CRP: 06/72552

Gravidez Gemelar!

O que esperar e como se preparar para a chegada dos seus bebês
Por Liana Kupferman.


Por Liana Kupferman

Diante de tantos desafios do papel de ser mãe de gêmeos, existe um que você vai se deparar o tempo todo: “como incentivar a individualidade dos filhos?”.  

Primeiramente, é preciso ter a clareza de que serão, independentes da condição genética – univitelinos e bivitelinos, pessoas distintas. Desde a experiência com que passarão no interior da barriga, a posição, quem recebeu mais alimento pelo cordão umbilical, a vivência única do parto, a necessidade ou não de uma incubadora/cuidados especiais pós-parto, até a amamentação, podem influenciar futuramente em sua personalidade. Dar nomes bem diferente para cada um já é um bom começo.

A diferenciação no início, como são muito pequenos, entrará como um meio mais para te auxiliar. Ao preparar o enxoval, por exemplo, provavelmente você não vai resistir em comprar roupinhas iguais, mas pode diferenciar nas cores. Imagine o tempo todo tendo que se esforçar para lembrar quem é quem, principalmente se são univitelinos ou no meio da noite , exausta, com eles chorando. Colocar algum acessório diferente em quem mamou por último, dobrar a meia, ou alguma forma de identificação que te facilite na sua rotina.

Será uma fase de conhecimento. Aproveite os momentos com cada um para perceber quais são os gestos, o choro, a forma de se comunicar que seus bebês tem. Geralmente tem um que já apresenta desde o nascimento ser mais faminto, mais impaciente, outro mais manhoso, etc. Não se assuste se isso alternar depois. É muito comum acontecer, assim como em qualquer criança, sem ser gemelar. Ouve-se muito das mães: “Puxa, ele era tão calminho, agora parece tão nervoso”.

Conforme vão crescendo, procure sempre incentivar com vestimenta diferente, mesmo que seja em algum acessório ou cor, como mencionado anteriormente. Isso ajudará muito as pessoas a identificarem cada um, e de alguma forma, você está passando a mensagem para eles que não são copias!

Comparações também vão surgir, sejam suas ou de terceiros, e isso é inevitável. Evite  que seja falado na frente deles, mas se acontecer, você pode acrescentar: “É, ele ESTÁ mais agitado, às vezes o irmão é quem ESTÁ”. Por mais que eles tenham uma característica predominante, ninguém é agitado o tempo todo.

Ao escolherem atividades extra-curriculares, motive-os a optarem por algo de preferência individual. É comum no começo os gêmeos desejarem fazer tudo junto, e não há problema. No dia-a-dia, eles mesmos vão percebendo e será a oportunidade para mudar a atividade posteriormente. Para facilitar a sua vida, tente academia ou clube, onde podem fazer atividades diferentes, porém no mesmo horário.

Coloca-los em classes diferentes, deve-se ter um cuidado especial. É um tema bem abrangente que merece um artigo inteiro para abordar esse assunto. De uma forma bem resumida, orienta-se geralmente a iniciarem juntos na mesma classe, e com o tempo, os pais, a escola, e principalmente os próprios filhos, perceberão que é o momento da separação. A vantagem em estudarem cada um em sua classe, é poderem estar individualmente, sem a comparação constante dos amigos, professores e eles mesmos. Terão que fazer seu próprio circulo de amizade e agir por si só.

O vínculo com cada um será único e você vai perceber que tudo vai acontecer naturalmente, porque as demandas são distintas e as afinidades também. Seu relacionamento pode ser mais fácil com um do que com outro, e muitas vezes isso poder gerar culpa. Mas calma! Isso é totalmente normal. Com o tempo,  as afinidades podem alternar. Procure descobrir o que tem em comum com todos e desfrutar em conjunto. Por outro lado, tente reservar um dia ou uma atividade para fazer exclusivamente com cada um separadamente. Cobrar-se para terem a mesma relação, executarem tarefas similares, e oferecer tudo exatamente na mesma proporção, com objetivo de parecer “justa” é a maior armadilha que pode ter por não reconhecer que eles são diferentes.

Enfim, pode não parecer fácil essa grande responsabilidade que as mães/pais têm desde o nascimentos de seus bebês, mas tendo esse olhar e estarem sempre atentos, farão de vocês um bom facilitador para o desenvolvimento da personalidade de seus filhos, com certeza será muito gratificante!

Liana Kupferman é Psicóloga Clínica Especializada no tema Gemelaridade há mais de 10 anos. 
CRP: 06/72552

 

Foto: https://www.janelaparaotalento.com.br/pag/educacao-infantil

A Mãe de Gêmeos de UTI Neo

Novembro.2015

A notícia está dada da tão esperada gravidez! Além da alegria e surpresa de serem múltiplos, expectativa do nascimento, do receio de não dar conta dos cuidados pós-parto e claro, preocupações com a gravidez.

Embora algumas gestações gemelares consigam chegar até 40 semanas, a gravidez múltipla é considerada de risco por ter 24 vezes mais chance de parto prematuro comparado a uma gestação singular. Bebês prematuros são classificados de acordo com seu tempo de gestação. Até a 28ª-30ª semana, são considerados extremos ou muito prematuros; até a 34ª semana, moderadamente prematuros, e, entre 34 e 36/37 semanas, prematuros tardios. (Einstein, 2014)

Podemos ver que é um percentual grande de nascimentos de “apressadinhos” em gêmeos, o que resulta a uma grande chance do bebê precisar se hospedar na UTI. Por isso esse tema é muito abordado na gravidez múltipla, até porque caso ocorra, você já esteja “preparada emocionalmente”. É lógico que nunca dá para estar realmente “preparada emocionalmente” para algo que não vivenciou ainda, mas abordar o tema e já pensar no assunto, ou melhor, desmistificar o assunto, já ajuda bastante.

A UTI geralmente é remetida à imagem de um lugar terminal, de casos “extremos”. Mas o fato de irem para esse setor,  não significa sempre que o estado do bebê é grave. Geralmente no caso de gêmeos prematuros, a ida à UTI tem como propósito de aumento de peso.

Ao escolher o hospital do parto, considere que essa chance pode ocorrer, e quando isso acontece, a mãe terá alta e os bebês, não. Portanto localização próxima de sua casa será uma grande facilidade para sua locomoção no dia-a-dia. Além do mais, muitas vezes um bebê tem alta e o outro não, e você vai ter que fazer um verdadeiro “malabarismo” para conciliar com seu pequeno em casa e dar atenção ao bebê na UTI. Procure também pesquisar sobre a infra-estrutura da Unidade Neonatal, a capacidade máxima e inclusive, se desejar, conhecer antes.

Os profissionais da UTI são extremamente atenciosos as necessidades do seu bebê e especializados nesse assunto. Se for o caso de seus bebês serem internados, aproveite para perguntar tudo, aprender a dar banho, trocar fralda e o que mais for necessário. Tente se envolver nos cuidados diários, pois embora eles sejam profissionais, o seus bebês sabem que você que é a mãe, e com certeza lhe confortará de estarem em sua presença. Não tenha medo, quando autorizado o manuseio, toque no seu bebê, lhe acaricie, cante e converse com ele. Eles ouviram sua voz quando estava na barriga e vai reconhecer agora. Dê notícias de seu irmãozinho. Não se assuste se ele estiver acompanhado com um monte de equipamentos. Se os médicos optaram para eles estarem lá é porque é o lugar mais seguro para seus bebês no momento e terão tudo o que precisam.

Tem muitas maternidades que aderem ao procedimento “Mamãe Canguru”. É um método  trazido pela Colômbia (Bogotá) que favorece o vínculo, estimula a amamentacao e fortalece a imunidade do bebê.

Quando liberado deixar objetos, deixe algum objeto que tenha seu cheiro e se possível, o cheiro do seu irmãozinho. Tem mães que deixam um lenço, ou objeto carinhoso.

Incentive a interação do pai nesse momento. Eles podem dar uma mamadeira, fazer o procedimento canguru ou dar banho, por exemplo. Quando os bebês forem para a casa, ele também precisará se sentir seguro para cuidar dos bebês e te auxiliar.

A maioria das maternidades tem grupos de apoio, encontros com outras mães passando por situações similares. É uma boa forma de se sentir compreendida e acolhida.

A UTI NEO tem muitos desafios. Seguir os horários, tirar leite em uma máquina, presenciar às vezes um acontecimento triste com outra família, acompanhar sistematicamente a evolução médica de seu bebê e conciliar tudo isso com sua vida, que nem sempre dá para “congelar”, principalmente se você tem outro(s) filho(s) para cuidar em casa.

Se permita receber ajuda. Muitas mães sentem nesse momento um turbilhão de emoções. Podem se sentir culpadas do nascimento prematuro, medo de cuidar de seus filhos, do que os médicos vão falar, e ao mesmo tempo, uma sensação de que tem que dar conta de tudo, ser a “Super Mulher”. É muito comum as mães se sentirem muito fortes nessa etapa, porque realmente “tem que dar conta” da situação. O problema é que uma vez estando com os bebês em casa, desabam e entram em uma depressão intensa. Se permita chorar, sentir tristeza ou alegria, tirar um momento para si.

Pesquisas apontam que 55% de Mães de UTI sofrem de depressão pós-parto (Dantas, Araújo, Paulino, Maia, 2012). Uma maneira de diminuir esse índice certamente seria as mães terem auxilio da família, rede social e profissionais especializados e principalmente a mãe, claro, estar receptiva à esses apoios.

Acredite sempre, tenha fé, independentemente de sua religião. Na UTI, cada dia é um dia. Não só a Unidade é intensiva, como TUDO é vivido intensamente. Apreensões e comemorações. Resiliência e Vulnerabilidade. Cada um na sua dosagem, e cada um sua própria história para contar e certeza de um futuro a caminhar.

Liana Kupferman

Psicóloga Clínica especializada no tema gemelaridade que pesquisa há mais de 10 anos, além de ser autora do estudo: “O Relacionamento dos Irmãos Gêmeos ao Longo do Ciclo Vital”. – PUC SP.  

Tópico: Psicóloga

Meus gêmeos

Meus gêmeos tem 5 anos. A Lara sempre teve personalidade forte, já Pietro é mais calmo e quase todas as vezes ( pra não dizer todas) ele cede pra ela. Sempre ele está disposto a ajudar qualquer pessoa e fico preocupada por ele muitas vezes não fazer a vontade dele pra agradar o outro.

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